Da redação
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) discute alterações no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2028, incluindo a reformulação da redação. Conforme relataram participantes de reuniões técnicas, o teste deixaria de ser um texto dissertativo-argumentativo de 30 linhas e passaria a ser dividido por áreas: 20 linhas em linguagens, 10 em ciências humanas, 10 em ciências da natureza e 10 em matemática, totalizando 50 linhas.
Segundo o Inep, até o momento não há decisão final ou posição consolidada sobre a implementação do novo modelo. O órgão informou que a proposta é preliminar e está em discussão junto a especialistas e ao Ministério da Educação (MEC), com expectativa de definição até o final do ano. A intenção, de acordo com o instituto, é alinhar o exame à Base Nacional Curricular Comum e à Política Nacional do Ensino Médio.
A pauta das mudanças ocorre meses após o governo Lula (PT) anunciar novas funções para o Enem. Em março, um decreto estabeleceu que a avaliação será usada também para medir o aprendizado dos estudantes ao final do ensino médio, integrada ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O exame seguirá valendo para ingresso em programas como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
No Enem 2025, estudantes e professores relataram notas mais baixas na redação, segundo as percepções ouvidas pelo Inep. O órgão, porém, afirmou não ter mudado os critérios de correção e atribuiu a percepção ao uso mais frequente de modelos prontos e repertórios genéricos, explicando que tais práticas já eram passíveis de penalização em edições anteriores.





