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Instituto de Mendonça, do STF, tem aval de Ministério da Educação para ofertar pós-graduação


Da redação

O Instituto Iter, empresa que tem como um dos sócios o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, foi autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) a oferecer cursos de pós-graduação. A autorização foi formalizada em portaria assinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em 23 de dezembro de 2025, após aprovação unânime do Conselho Nacional de Educação (CNE) em setembro.

Segundo decisão do CNE, o Iter poderá oferecer especialização lato sensu em “Gestão Avançada em Licitações e Contratos Administrativos: Prática, Governança e Direito Comparado” por até cinco anos. A permissão se baseia na resolução do CNE de 2018, que permite cursos de pós-graduação por instituições de reconhecida qualidade no mundo do trabalho, mediante aprovação do conselho e instrução do MEC.

O CNE considerou que, mesmo fundado em 2024, o Iter já capacitou mais de 700 alunos em mais de 20 cursos livres, além de possuir sede própria, convênio internacional com a Universidade de Salamanca (Espanha) e dezenas de parcerias institucionais. Estes fatores, segundo o conselho, qualificam o Iter como instituição apta a ofertar pós-graduação.

A informação foi inicialmente publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. Em outubro de 2024, o Estadão mostrou que o Iter, fundado por Mendonça e outros ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro, faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano de atuação.

O Instituto Iter foi criado como empresa limitada em novembro de 2023, quando Mendonça já era ministro do STF, iniciando as atividades em 2024 e, no mesmo ano, tornando-se sociedade anônima de capital fechado. MEC e Iter não se manifestaram até a publicação do texto.