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Irã confirma ataque do Exército israelense a complexo petroquímico em Mahshahr


Da redação

Autoridades iranianas confirmaram nesta segunda-feira (8) que o complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã, foi parcialmente danificado após um ataque do Exército israelense. O incidente ocorreu em meio à intensificação dos confrontos entre os dois países e foi relatado pelo vice-governador regional.

Segundo informações, a empresa petroquímica Karoon foi atingida por projéteis classificados como disparados pelo “inimigo sionista”. Pouco antes da confirmação do Irã, o Exército israelense havia divulgado que atingiu “vários alvos” em uma área petroquímica próxima ao Golfo. A ofensiva faz parte de uma nova escalada de ataques mútuos entre Irã e Israel.

O Irã afirmou ter retaliado, atingindo duas bases aéreas israelenses, Nevatim e Tol Nof. A Guarda da Revolução Islâmica declarou que essa operação respondeu a um ataque prévio de Israel com mísseis contra locais de radar em três áreas diferentes do território iraniano. Ambas as partes reconhecem a troca de ataques ocorrida nas últimas horas.

O Exército israelense reportou que interceptou uma nova onda de mísseis disparada pelo Irã, mobilizando ações defensivas e emitindo alertas em áreas potenciais de impacto. Além disso, as forças israelenses afirmaram ter interceptado um míssil lançado pelos Houthis, do Iêmen, contra Israel. Dois registros de explosões foram confirmados em Jerusalém.

Os confrontos se intensificaram na noite de domingo (7), após o lançamento de 11 mísseis iranianos em retaliação ao bombardeio israelense de dois apartamentos no bairro Dahye, subúrbio de Beirute. Conforme as autoridades citadas, o ataque em Beirute resultou em pelo menos duas mortes e 20 feridos.

O Exército israelense informou que os bombardeios em Beirute tiveram como alvo um quartel do Hezbollah. O Irã havia alertado sobre possíveis respostas caso os ataques de Israel ao Líbano continuassem. O atual ciclo de violência coincide com o centésimo dia da guerra na região, aumentando o risco de uma nova escalada militar.