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Justiça condena seis por planejar atentados a bomba do PCC em presídio federal


Da redação

O juiz Reginaldo Achre Siqueira, da Terceira Vara Federal Criminal de Porto Velho (RO), condenou seis pessoas acusadas de planejar ataques a bomba com o objetivo de libertar lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e alterar políticas do sistema prisional federal. Entre os condenados estão Abel Pacheco de Andrade, conhecido como Vida Loka, e Roberto Soriano, o Tiriça, ambos integrantes da chamada sintonia final da organização criminosa. Cabe recurso da decisão.

Segundo a sentença de 214 páginas, os condenados tinham “plena consciência da intensidade da violência projetada, do elevado potencial lesivo das ações idealizadas e da ampla repercussão que pretendiam provocar mediante a execução do plano criminoso”. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a principal frente do grupo planejava atacar prédios públicos, incluindo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) em Brasília, usando um carro com 50 quilos de explosivos C4.

As investigações apontam que o plano previa a emissão de dez exigências ao Estado, incluindo a instalação de televisores nas celas, retorno das visitas íntimas e limite máximo de permanência no sistema penitenciário federal. Caso não fossem atendidos em até 30 dias, o grupo pretendia realizar ataques com carros-bomba nos centros financeiros das cinco maiores capitais do país, além de atentar contra servidores de penitenciárias federais.

A apuração teve início após bilhetes interceptados no presídio federal de Porto Velho revelarem dois núcleos de atuação criminosa. Um dos objetivos era atribuir a autoria dos ataques a facções rivais, preferencialmente o Comando Vermelho. A defesa dos condenados, representada por Marcelo Martins da Silva e Rogério Santos, informou que vai recorrer da decisão.