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Justiça do DF solta mãe de bebê carbonizado e mantém prisão do companheiro


Da redação

A Justiça do Distrito Federal concedeu liberdade provisória à mulher suspeita de abandonar um recém-nascido em um terreno baldio no Recanto das Emas, após audiência de custódia. O juiz manteve, na mesma sessão, a prisão preventiva do companheiro dela. O corpo carbonizado do bebê foi encontrado por moradores da Quadra 400.

Segundo a decisão judicial, a mulher foi liberada por não possuir antecedentes criminais e por ter outros três filhos. Conforme a investigação, imagens de câmeras de segurança mostram o companheiro indicando o local onde a suspeita deveria descartar a sacola com o bebê. O homem tinha passagens por descumprimento de medida protetiva e estava em liberdade provisória por outro processo.

De acordo com a Polícia Civil, o caso é investigado como infanticídio. Os agentes aguardam laudo do Instituto de Medicina Legal para determinar se o recém-nascido estava vivo ao ser abandonado. A perícia também irá analisar se houve ingestão de medicamentos abortivos. A área foi incendiada posteriormente por uma pessoa ainda não identificada.

A suspeita afirmou informalmente aos policiais militares ter sofrido aborto espontâneo, colocando o corpo em um saco plástico e descartando-o junto a entulhos, negando ter ateado fogo. O companheiro apresentou versões conflitantes à polícia, incluindo desconhecimento da gestação. A Polícia Militar localizou o bebê após alerta de uma moradora, identificando a suspeita em edifício próximo ao terreno.