Da redação
A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado ampliou as especulações sobre o próximo ministro da área na Esplanada. Luiz Inácio Lula da Silva busca um nome com experiência no combate ao crime organizado e capacidade de comunicação para lidar com o novo Congresso.
Integrantes do governo consideram que o ministro precisará conhecer o combate ao crime organizado e comunicar-se bem para lidar com os conflitos esperados com o novo Congresso, de maioria conservadora e de direita. A segurança pública é tema sensível para o Planalto e, historicamente, tem rendido ao PT mais críticas do que elogios.
Nesse cenário, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya ganhou simpatia de pessoas próximas ao presidente e de auxiliares do Palácio do Planalto. Alguns disseram reservadamente que ele faria uma “bela dupla” com o delegado Andrei Rodrigues, que deve permanecer no comando da Polícia Federal no quarto mandato de Lula.
Gakiya tem histórico de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como terroristas, que teria sido articulada sob influência do bolsonarismo. Lula também disse que elas praticam “atos terroristas”, mas se diferenciam do terrorismo de Estado ou político.
Com menos força nas especulações, também aparece o nome de Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública. Ele é ligado ao governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, que ganhou projeção como um dos interlocutores mais influentes de Lula após coordenar a campanha de reeleição no segundo turno.




