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Luiz do Carmo acusa adversário José Mário de pressionar escolha para vice de Daniel Vilela


Da redação

O ex-senador Luiz do Carmo confirmou que busca ser candidato a vice-governador na chapa de Daniel Vilela (MDB) e afirmou ter o apoio de Gustavo Mendanha (PRD). A declaração ocorreu durante entrevista em Goiás, quando o político defendeu que a decisão sobre a escolha do vice cabe a Daniel e ao ex-governador Ronaldo Caiado.

Luiz do Carmo destacou a representatividade de seu grupo político, afirmando que conta com prefeitos no interior e forte apoio do segmento evangélico. Segundo ele, “nós temos um grupo grande, podemos agregar muito à chapa majoritária”. O ex-senador ainda citou sua experiência prévia como deputado estadual e senador como pontos importantes para a composição da candidatura.

Ele reforçou que foi “o primeiro” a se colocar como pré-candidato a vice na aliança e que, embora outros nomes tenham surgido, como José Mário Schreiner (PSD) e Adriano Rocha Lima, continua confiante quanto à confiança pessoal de Daniel Vilela em seu nome. Luiz destacou a importância do eleitor evangélico em eleições passadas e declarou que “nunca viu uma majoritária em Goiás vencer sem esse apoio”.

O ex-senador mencionou divergências em relação à mobilização de prefeitos por Schreiner, apontando que reuniões com grande número de gestores podem ser interpretadas como pressão sobre o governador, em contraste com seu próprio método de buscar apoio entre lideranças religiosas e políticas. Ele garantiu que está preparado para a disputa e negou intenção de pressionar por sua indicação, ressaltando seu compromisso com Daniel Vilela independentemente do resultado.

Luiz do Carmo também criticou manifestações que, segundo ele, colocam em dúvida a capacidade de políticos evangélicos para assumir cargos executivos, afirmando que competência não está relacionada à religião. Ele citou exemplos de católicos e evangélicos que exerceram bons mandatos e defendeu a separação entre igreja e a atuação do cidadão evangélico na política.

Com 68 anos, Luiz declarou que, caso seja vice e Daniel dispute o Senado em 2030, assumirá o governo apenas pelo período necessário, sem intenção de seguir carreira política adiante. Destacou ainda seu histórico no agronegócio, emprego de centenas de pessoas e a valorização da confiança e palavra empenhada em sua trajetória política.