Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu ao jantar de adesão promovido pelo PT na segunda-feira, 4 de maio, em Brasília. O evento foi marcado após ajuste de agenda para acomodar o presidente, cuja ausência se deveu, segundo informações oficiais, à recomendação médica após cirurgia recente na cabeça.
Aliados de Lula interpretaram a ausência como um reflexo das críticas que ele tem dirigido ao partido. O presidente já havia deixado de participar do encerramento do congresso petista em 26 de abril, limitando-se a enviar uma mensagem de vídeo. Naquela gravação, Lula afirmou: “Nós temos que mostrar com muita clareza […] uma proposta séria, que seja coisa factível”.
No jantar, apenas três ministros do governo estiveram presentes. Conforme relatos, Lula tem manifestado insatisfação com a atuação dos petistas, especialmente no que se refere ao engajamento nas redes sociais e à presença nas ruas. Ele pediu mais detalhes sobre a estratégia de comunicação do partido e demonstrou desconforto com discussões internas, como a distribuição do fundo partidário.
Lula também se ressente da atuação das lideranças do PT e do governo no Congresso, avaliando que seus perfis são considerados brandos para o cenário eleitoral que se aproxima. Diante disso, não está descartada a substituição dos líderes do governo no Legislativo, sobretudo após a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF no Senado.
No ano passado, Lula enfrentou resistência interna na eleição do atual presidente do PT, Edinho Silva, de sua confiança. Apesar de manter relação próxima com Edinho e com Éden Valadares, atual secretário de comunicação, o presidente não possui a mesma interlocução com outros membros da direção partidária.
Durante a elaboração do manifesto do partido para o congresso, Lula solicitou a retirada de propostas sensíveis, como reformas do sistema financeiro, buscando evitar desgaste pré-eleitoral. No entanto, outros dois textos foram formulados sem sua concordância e nenhum deles foi divulgado até o momento.







