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Lula intensifica campanha em Norte, Nordeste e São Paulo diante de empate com Flávio Bolsonaro


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica a agenda eleitoral na última semana antes do primeiro turno, focando em eventos nas regiões Norte e Nordeste, além de caminhada em São Paulo, conforme estratégia para angariar votos de eleitores indecisos. Segundo pesquisa Datafolha recente, Lula aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, enquanto o levantamento Quaest divulgado nesta segunda-feira (28) mostra leve oscilação positiva para o petista, ainda dentro da margem de erro.

A equipe de Lula avalia que anúncios como a medida provisória que proíbe apostas online operadas por “bets” podem impulsionar sua campanha, juntamente à repercussão nas redes sobre notícia falsa envolvendo Flávio Bolsonaro e o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. O foco do discurso, segundo assessores, são eleitores insatisfeitos com o governo, mas que rejeitam o bolsonarismo e poderiam votar em outros nomes, como Augusto Cury (Avante).

O presidente visitou hospital em Belém nesta segunda-feira (28) e participaria de ato de campanha na capital paraense, onde foi vitorioso no segundo turno de 2022 com 54,75% dos votos válidos. Lula conta com Helder Barbalho (MDB), ex-governador e candidato ao Senado pelo Pará, como aliado estratégico. A agenda inclui compromissos em Fortaleza, Salvador, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, visando apoiar candidaturas como a de Elmano de Freitas (PT) no Ceará, que enfrenta Ciro Gomes (PSDB) em cenário de empate técnico no Datafolha, e reforçar presença no Nordeste.

Entre os planos para a reta final estão caminhada em São Paulo, cidade que concentra o maior colégio eleitoral do país, onde Lula busca demonstrar apoio a Fernando Haddad (PT). De acordo com o Datafolha, Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 50% das intenções de voto totais, enquanto Haddad tem 30%. A campanha avalia não comparecer ao debate da Globo nesta quinta-feira (1º), sob argumento de possível desgaste pela exposição a críticas dos adversários, mesmo com o alerta da emissora de deixar uma cadeira vazia para ausentes.