Início Política Lula lança medidas econômicas e explora caso Master para fortalecer reeleição

Lula lança medidas econômicas e explora caso Master para fortalecer reeleição

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Da redação

O presidente Lula (PT) intensificou sua atuação pré-eleitoral nas últimas semanas, após a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF. O mandatário adotou novas medidas econômicas e participou de encontro com Donald Trump em 7 de maio, conforme apurado, buscando recuperar apoio político e eleitoral.

Lula lançou uma nova subvenção para conter os preços dos combustíveis e revogou o imposto de importação sobre compras internacionais de baixo valor, conhecido como “taxa das blusinhas”, medida considerada impopular junto a setores do eleitorado. A revogação, uma vitória da ala política do governo, foi anunciada em 12 de maio, apesar da oposição da equipe econômica, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Além disso, na quarta-feira (14), o governo divulgou subvenção de até R$ 0,89 por litro de gasolina para evitar aumento no valor, com impacto fiscal estimado em até R$ 2,4 bilhões. O reajuste dos combustíveis é pressionado, segundo fontes oficiais, pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que elevou o preço do petróleo internacionalmente.

Em viagem considerada positiva para sua equipe, Lula foi elogiado por Donald Trump na Casa Branca, gesto que, segundo aliados, sinalizaria isolamento político de Flávio Bolsonaro, seu potencial adversário, à medida que sua pré-candidatura alcançou empate nas pesquisas de intenção de voto segundo Datafolha, divulgado entre os dias 12 e 13 de maio.

O cenário político também foi impactado por investigações envolvendo opositores. O senador Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em 7 de maio, e vieram à tona áudios em que Flávio Bolsonaro solicita dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, alegando tratar-se de busca por patrocínio privado para um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Paralelamente, pesquisas da Quaest apresentaram melhora na avaliação do governo Lula, com a diferença entre opiniões negativas e positivas caindo de 11 para 5 pontos. Já no levantamento Datafolha, os índices se mantiveram estáveis: 39% consideram a gestão ruim ou péssima, 30% avaliam como boa ou ótima e 29% classificam como regular.