Início Eleições Maranhão deve manter protagonismo na disputa presidencial de 2026 com força petista

Maranhão deve manter protagonismo na disputa presidencial de 2026 com força petista


Da redação

O Maranhão desempenhou papel fundamental na vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022, quando o presidente obteve 71,14% dos votos no estado. A votação expressiva, registrada em 214 dos 217 municípios maranhenses, destacou a influência da região para o resultado nacional, diante da disputa acirrada contra Jair Bolsonaro (PL).

Historicamente, o Maranhão apresenta forte tendência à esquerda. Diversos maranhenses afirmam apoio ao atual presidente, conforme pesquisa AtlasIntel de maio, em que Lula lidera com 61% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29,3%. Especialistas apontam o histórico de ações federais como um dos fatores dessa preferência.

Durante os governos petistas, o estado recebeu investimentos relevantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), incluindo conjuntos habitacionais em cidades como São Luís, Imperatriz e Caxias, além da urbanização do quilombo urbano da Liberdade, na capital. Houve também a expansão da UFMA e IFMA, ampliando o acesso ao ensino superior no interior.

No entanto, nem todos os projetos federais alcançaram êxito. Em Bacabeira, a Refinaria Premium I, da Petrobras, anunciada em 2010, foi cancelada em 2015 após não sair da fase de terraplanagem. A cidade, com 17 mil habitantes, ainda convive com obras inacabadas. Em 2025, Lula aprovou a transformação da área em uma Zona de Processamento de Exportação.

A oposição de direita busca ampliar sua atuação no estado, promovendo iniciativas como a caravana do documentário “A Colisão dos Destinos”, lançado em São Luís. No entanto, lideranças locais afirmam que “não há tratativa para o Maranhão”, como declarou Flávia Berthier (PL), presidente estadual do PL Mulher.

Além de Flávio Bolsonaro, Roberto Rocha (Novo) defende candidaturas múltiplas para a disputa. O ex-senador afirmou ser um erro reunir toda a direita em torno de um único nome, pois, segundo ele, “se juntar todos não tem segundo turno”. O Maranhão, historicamente influente, segue estratégico para as eleições de 2026.