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Marconi Perillo e Wilder Morais focam campanha no interior goiano e redes sociais


Da redação

Os pré-candidatos de oposição ao governador Daniel Vilela (MDB), senador Wilder Morais (PL) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), adotam estratégias semelhantes em relação à mídia tradicional, porém divergem no trato com entrevistas. Ambos mantêm agendas intensas no interior de Goiás, segundo suas assessorias, buscando fortalecer alianças fora da base governista.

Wilder Morais evita conceder entrevistas espontâneas e opta por divulgar posicionamentos apenas quando considera relevante. “Não quero ocupar espaço na mídia para provocar polêmica e dar munição aos adversário contra nós”, declarou. Já Marconi Perillo adota tom crítico à gestão de Daniel Vilela e do ex-governador Ronaldo Caiado, o que gera, segundo ele, menor interesse da imprensa que recebe verbas oficiais.

Com menor espaço nos grandes veículos, Marconi Perillo utiliza rádios comunitárias e redes sociais para alcançar o público, especialmente no interior do estado. Ambos os pré-candidatos miram lideranças desalinhadas ao Palácio das Esmeraldas ou derrotadas nas últimas eleições municipais, procurando ampliar bases políticas fora do centro do poder estadual.

Wilder Morais valoriza compromissos com o mandato e evita ataques durante a pré-campanha. “Não vou gastar energia na pré-campanha com ataques à gestão atual. Somos propositivos e no momento certo, vamos debater ideias e projetos”, afirmou. Já Marconi, experiente em campanhas, relata visitas a cerca de dez cidades por semana e destaca recepção afetiva nas localidades.

No cenário nacional, a proximidade da Copa do Mundo trouxe à tona discussões sobre o uso das cores verde e amarela, tradicionalmente símbolo do futebol, mas que tem se misturado a questões políticas. Segundo apurado, tanto apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro quanto torcedores da seleção têm utilizado as cores, dificultando a distinção entre grupos.

Na política partidária, Gustavo Gayer (PL) elogiou publicamente a pré-candidatura de Gustavo Mendanha (PRD), o que foi interpretado por aliados como abertura de diálogo político. Sobre o Avante no Distrito Federal, o ex-senador Gim Argello afirmou buscar ampliar bancada federal. Já em Rio Verde, o presidente Lula elogiou o prefeito Wellington Carrijo (MDB), destacando sua atuação pela saúde municipal. O PL recebeu o maior volume de recursos do Fundo Eleitoral, totalizando R$ 881,6 milhões, seguido do PT com R$ 615,3 milhões, e o Podemos, com R$ 245,9 milhões, superando outros partidos tradicionais.