Da redação do Conectado ao Poder
Estado aposta na eficiência energética e na contratação de energia renovável para cortar despesas e aprimorar a gestão pública
O Governo de Goiás espera captar R$ 7,5 milhões em recursos não-reembolsáveis por meio da Chamada Pública de Eficiência Energética do Grupo Equatorial 2026, para modernizar prédios públicos e reduzir o consumo de energia elétrica. Segundo a Secretaria-Geral de Governo, a proposta integra o Programa Estadual de Eficiência Energética (PEE), que prevê economia de R$ 100 milhões em cinco anos, por meio de diferentes frentes para diminuir despesas permanentes com energia elétrica.
De acordo com o superintendente de Energia, Cássio Vieira, projetos como substituição de lâmpadas incandescentes por LED, modernização do sistema de climatização e ampliação do uso de energia solar estão entre as ações contempladas. Entre os prédios que receberam intervenções recentes estão o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o Complexo Esportivo Estádio Olímpico e o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. A expectativa é que essas medidas gerem economia anual de até R$ 1,3 milhão e reduzam o consumo em até 2.239 MWh por ano.
O PEE foi criado em 2024 e atualmente tem contratos em execução em mais de dez secretarias estaduais. Além da modernização física, o programa promove a migração de unidades consumidoras para o mercado livre de energia, permitindo que órgãos estaduais comprem eletricidade de outros fornecedores com tarifas até 26% menores do que as praticadas pela concessionária Equatorial. Conforme Cássio, a economia neste modelo pode chegar a R$ 60 milhões para dez secretarias, destaque à Saúde, Educação e Polícia Penal.
Outra estratégia envolvida na política de eficiência energética do Estado é a contratação de energia produzida em usinas fotovoltaicas para órgãos de baixa tensão, como Secretaria de Estado da Educação, Polícia Militar e Polícia Civil. Conforme Cássio, “o PEE reforça o compromisso do governo com a sustentabilidade, a inovação e a gestão eficiente e responsável dos recursos públicos”. O programa também foi reconhecido nacionalmente pela Fundação Getúlio Vargas durante congresso do setor mineral e energético.




