Da redação
O ex-ministro Ciro Gomes chegou a Brasília como favorito ao governo do Ceará, mas saiu como aposta do PSDB para liderar uma alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência. O convite foi feito nesta terça-feira, 14, pelo presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves (MG). Ao final da reunião da cúpula tucana, Ciro mostrou-se satisfeito, mas ainda não deu resposta formal sobre a candidatura ao Planalto.
Antes de decidir, Ciro afirmou que precisa conversar com aliados que apoiam sua campanha ao governo do Ceará. Caso ele desista da disputa estadual, o PT, adversário político de Ciro, pode manter o controle do estado. O atual governador, Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição, está em segundo lugar nas pesquisas, atrás apenas do tucano.
Dirigentes do PSDB se mostraram otimistas com o movimento de Aécio e acreditam que a candidatura de Ciro à Presidência é quase certa. Eles avaliam que o cenário é favorável devido à alta rejeição ao governo Lula e à pesquisa Meio/Ideia, que aponta que 60% dos eleitores de Flávio Bolsonaro consideram mudar de voto até outubro, o que amplia o potencial de Ciro para captar apoios de ambos os lados.
Aécio considerou ainda a resistência do PL do Ceará em apoiar Ciro localmente, mesmo após tentativas de costura política lideradas por Flávio Bolsonaro. Segundo o texto, a ala mais radical do partido no estado suspendeu negociações após críticas de Ciro a Jair Bolsonaro, chamando-o de “ladrão”.
Sobre a possibilidade de disputar o Planalto pela quinta vez, Ciro disse ter recebido o convite “com surpresa e alegria”, mas reiterou sua intenção de buscar o governo estadual. “Um apelo, uma lembrança ou convocação como essa que me foi feita agora não pode ser considerada apenas um agrado ao meu sofrido coração”, afirmou.






