Da redação
São Tomé e Príncipe, arquipélago africano reconhecido como Reserva da Biosfera pela Unesco, enfrenta consequências severas das crises climática e econômica, conforme a ministra dos Negócios Estrangeiros, Ilza Maria dos Santos. Segundo a ministra, a dependência dos combustíveis fósseis e conflitos externos provocam inflação, elevando custos de transporte e alimentos no país.
De acordo com Ilza Maria dos Santos, embora São Tomé e Príncipe contribua muito pouco para o agravamento ambiental global, sofre de forma desproporcional os impactos das mudanças climáticas. A ministra destacou as enchentes que devastaram o norte do país em 2021, obrigando uma mobilização financeira de mais de US$ 33 milhões e causando perdas em infraestrutura, moradias e cadeias de abastecimento.
A ministra criticou as dificuldades para acessar recursos internacionais, como o Fundo de Perdas e Danos e o Fundo Verde. Ela afirmou que “a cooperação bilateral pode ser uma das vias”, mas apelou à comunidade internacional para reconhecer a vulnerabilidade dos pequenos Estados altamente endividados: “Aqui é o apelo e a nossa esperança que a comunidade internacional olhe para a proteção ambiental”.
Mesmo com orçamento limitado, o país criou oito novas áreas de proteção marinha e busca protagonismo na preservação ambiental, protegendo ecossistemas ameaçados pela elevação do nível do mar. A ministra cobrou respostas multilaterais urgentes diante das crises globais e defendeu substituir doações por parcerias estratégicas, ressaltando que a estabilidade é essencial para o desenvolvimento econômico e a sobrevivência das populações insulares.



