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Nepal orienta retirada de equipes de resgate por risco de novas inundações


Da redação

As autoridades ordenaram a retirada das equipes de resgate que buscam sobreviventes das inundações no Nepal após o rompimento de um lago formado por deslizamento de detritos no Tibete chinês, aumentando o risco de enxurradas. Segundo a polícia nepalesa, 469 corpos foram recuperados e mais de 1.400 pessoas continuam desaparecidas, incluindo turistas e peregrinos hindus.

De acordo com o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS), uma avalanche de gelo e lama, provocada pelo colapso parcial de uma geleira, atingiu a região e destruiu casas, pontes e veículos no Nepal e no Tibete. O Exército do Nepal resgatou cerca de 350 pessoas em um túnel de um projeto hidrelétrico, mas os esforços de resgate continuam para salvar mais de 100 pessoas bloqueadas no local. Segundo o porta-voz militar Raja Ram Basnet, “é um desafio porque é difícil, inclusive, localizar as entradas do túnel”.

Na região do Tibete, autoridades chinesas divulgaram o balanço de cinco mortos e 558 desaparecidos. A imprensa estatal da China informou que o risco de inundações associado a um lago “diminuía gradualmente” após o rebaixamento do nível da água em cerca de 10 metros, acrescentando que as tarefas de resgate “acontecem de forma ordenada”. O presidente da China, Xi Jinping, comandou reunião sobre as operações e ofereceu ajuda ao Nepal.

No Nepal, centenas de devotos hindus fazem peregrinação ao Monte Kailash e estão entre os desaparecidos, conforme relatos de familiares que perderam contato após a avalanche. Segundo números das autoridades indianas, na Índia sete corpos foram encontrados em rios que têm origem no Nepal e são apontados como vítimas das inundações.