Da redação
Nubank, Caixa e Itaú intensificaram o bloqueio de valores de clientes devedores após um acordo firmado com o Conselho Nacional de Justiça. A operação ocorre desde a implementação da nova versão do Sisbajud, que permite bloqueios quase em tempo real em contas bancárias, conforme informado nesta quarta-feira.
Segundo fontes do setor, o objetivo da medida é reforçar o cumprimento de decisões judiciais que determinam o bloqueio de ativos de devedores. Antes dessa atualização, clientes conseguiriam esvaziar suas contas ao serem notificados sobre processos. Com o sistema atualizado, as transferências são feitas imediatamente após a ordem judicial.
Com o Sisbajud operando de forma mais ágil, o espaço para que devedores realizem movimentações financeiras antes do bloqueio é significativamente reduzido. Representantes do CNJ acreditam que o tempo de resposta praticamente elimina “manobras” para evitar restrições impostas pela Justiça.
A atualização do Sisbajud foi possível devido a um acordo entre o CNJ e as principais instituições financeiras do país. O sistema conecta diretamente os bancos ao Judiciário, viabilizando o cumprimento mais eficiente das decisões judiciais em casos de cobrança e execuções.
De acordo com dados apresentados, o novo modelo de bloqueio já está ativo nas instituições participantes, incluindo Nubank, Caixa Econômica Federal e Itaú. Essas ações atendem ordens de diversos tribunais brasileiros, priorizando a efetividade da recuperação de créditos e diminuição da inadimplência judicial.
O Sisbajud, Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário, substituiu o Bacen Jud em 2020 e recebeu melhorias contínuas. O mecanismo centraliza comunicações entre o Judiciário e o sistema bancário, agilizando o bloqueio de valores e ampliando o alcance das decisões judiciais em processos de execução civil.





