Da redação
A professora Elaine Cristina, 51, ainda enfrenta o impacto da morte do marido, Celso Guimarães Silva, técnico de audiovisual, após acidente ocorrido em junho de 2023 em um estúdio alugado pelo influenciador Pablo Marçal (PRTB), em Barueri (SP). Celso sofreu uma descarga elétrica no local, que tinha fiação exposta e ausência de equipamentos de segurança, segundo laudo da Polícia Civil, e morreu dois dias depois, após cair de quase quatro metros.
Mesmo após dois anos e meio do acidente, e em meio a uma ação judicial, Elaine afirma nunca ter recebido contato de Marçal ou de sua equipe. “Nunca recebi uma nota de pesar, uma ligação, uma mensagem. Foi uma fatalidade, mas foi um descuido”, diz a professora, que era casada com Celso há cinco anos e cuidava, junto a ele, dos filhos de ambos de relacionamentos anteriores.
A Justiça do Trabalho já condenou em abril a empresa de Marçal ao pagamento de R$ 2 milhões à família de Celso. Em outubro, o recurso apresentado pelo influenciador foi rejeitado e considerado protelatório, elevando o valor da indenização para R$ 2,4 milhões. Na segunda-feira (12), um novo recurso foi negado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.
O advogado da família, Eduardo Barbosa, critica a postura de Marçal em prolongar o processo. “Ele levou multa após recurso e ainda assim recorreu. Vamos trabalhar para que essa multa seja dobrada”, afirmou. Segundo Barbosa, o desgaste emocional da família é intensificado com a demora do desfecho judicial. “A vida da família nunca mais será a mesma.”
Por nota, a assessoria de Marçal, por meio do advogado Tassio Renam, afirmou que “ainda cabe recurso que será manejado nos próximos dias”. Elaine destaca que seu objetivo principal é o reconhecimento da Justiça: “É uma tragédia que poderia ter sido evitada. Que falta de empatia.”






