Da redação
Kassio Nunes Marques assumiu, nesta terça-feira (12), a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), ele destacou em seu discurso a confiança nas urnas eletrônicas, classificando o sistema eleitoral brasileiro como o mais avançado do mundo, diante do desafio de garantir eleições “limpas e transparentes” em 2026.
Durante a cerimônia de posse, Nunes Marques ressaltou que o sistema eletrônico de votação “constitui patrimônio institucional da democracia”. A declaração ocorre em meio ao histórico de críticas de Bolsonaro às urnas eletrônicas, que o levou à condenação e inelegibilidade pelo próprio TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Ao defender a integridade do processo eleitoral, Nunes Marques afirmou: “O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui patrimônio institucional da nossa democracia. No tocante à apuração, recepção e divulgação dos votos, o nosso sistema é o mais avançado do mundo”, reforçando o compromisso com a credibilidade das eleições.
O novo presidente do TSE também frisou, em seu discurso, o papel central da instituição na promoção da transparência: “Reputo essencial que o Tribunal cumpra com sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar as eleições, para que sejam eleições limpas e transparentes”. Segundo ele, a confiança popular nas instituições é fundamental para o fortalecimento da democracia.
Nunes Marques abordou ainda os desafios envolvendo inteligência artificial e plataformas digitais nas campanhas eleitorais. Segundo o ministro, o uso inadequado dessas ferramentas pode representar riscos ao processo democrático. Ele sustentou que as disputas políticas não ocorrem apenas nas ruas, mas também no ambiente digital, impactando diretamente o resultado eleitoral.
A posse reuniu autoridades dos três Poderes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do STF Edson Fachin, além de outros representantes. O mandato de Nunes Marques à frente do TSE vai até maio de 2027, tendo o ministro André Mendonça como vice-presidente da Corte.






