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Nunes Marques propõe selo de acurácia para institutos de pesquisa eleitoral no TSE


Da redação

O ministro Kássio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, propôs a criação de um “selo de acurácia” para institutos de pesquisa, destinado a empresas com maior taxa de acerto nos resultados eleitorais. A sugestão foi apresentada em reunião com diretores de 19 institutos, tendo a avaliação como base as pesquisas divulgadas nos sete dias anteriores ao pleito e no dia das eleições.

Segundo minuta de portaria, o selo seria entregue após o segundo turno, em data a ser definida. Apenas pesquisas efetivamente divulgadas nesse período seriam analisadas, e institutos condenados por irregularidades graves ficariam excluídos. O diretor-executivo da Real Time Big Data, Lucas Thut Sahd, ressaltou que “a pesquisa é uma foto do momento eleitoral” e defendeu a consideração do recorte temporal para avaliação de acerto.

O diretor de Análise Política da Atlas Intel, Yuri Sanches, afirmou que a proposta apresentada não foi uma imposição, mas sim uma minuta para discussão. Sanches destacou que o Tribunal Superior Eleitoral não pretende avaliar metodologias das pesquisas, nem classificar como corretas ou erradas, conforme relato do próprio tribunal durante a reunião.

A reunião ocorreu após o ministro Nunes Marques suspender uma pesquisa da Atlas Intel por suspeita de induzimento do eleitor, com julgamento paralisado por pedido de vista da ministra Estela Aranha. Ainda não houve deliberação sobre os principais motivos da suspensão. Estiveram presentes representantes da Atlas Intel, Real Time Big Data, Data Folha, Genia/Quaest, além dos ministros Floriano de Azevedo Marques, Antonio Carlos Ferreira, Estela Aranha e o procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa.