Da redação
Representantes de movimentos progressistas intensificam esforços para ampliar a bancada da diversidade e dos direitos humanos nas eleições de outubro. Segundo levantamento inicial da Aliança Nacional LGBTI+, ao menos 47 pré-candidaturas alinhadas a essa pauta já estão inscritas na primeira fase do programa Voto com Orgulho 2026, que visa capacitar candidatos para um cenário historicamente dominado por setores conservadores.
Das pré-candidaturas registradas, 23 pretendem disputar vagas na Câmara dos Deputados e 19 miram cadeiras nas assembleias legislativas estaduais ou distrital. Os demais consideram concorrer a cargos majoritários, como Executivo estadual ou federal.
O movimento pela maior representatividade ocorre após avanços nas eleições de 2022, quando quatro parlamentares ligados à diversidade foram eleitos para a Câmara: Duda Salabert (PDT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP), Dandara (PT-MG) e Daiana Santos (PCdoB-RS). No Senado, Fabiano Contarato (PT-ES) segue sendo referência da comunidade, enquanto 14 deputados estaduais eleitos defenderam pautas LGBT.
A maioria das novas pré-candidaturas está vinculada a partidos progressistas — são 18 nomes do PT e 10 do PSOL —, mas há presença em outras siglas, como PDT, PSB, Rede e MDB. A lista inclui ainda filiamentos pontuais em PV, PCdoB, União Brasil, Progressistas e Cidadania, indicando certa transversalidade.
Para Toni Reis, diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+, a estratégia é ampliar a presença institucional. “Nos últimos anos, iniciativas contrárias aos direitos da nossa comunidade foram apresentadas, mas não prosperaram. Para que continuem não prosperando, precisamos eleger mais representantes”, afirma.






