Da redação
A Organização Marítima Internacional (OMI) suspendeu temporariamente a operação de evacuação de 11 mil marinheiros retidos no Golfo de Omã após um ataque contra um navio na região na terça-feira (25). Segundo Arsenio Dominguez, secretário-geral da OMI, a decisão busca assegurar que “as garantias de segurança necessárias” estejam mantidas para as tripulações e embarcações envolvidas.
De acordo com a agência de segurança marítima britânica UKMTO, um navio com bandeira de Singapura foi atingido por “um projétil desconhecido” cerca de 14 quilômetros a sudeste do porto de Duqm, em Omã. Fontes informaram que não houve registro de vítimas fatais. Dominguez afirmou que a embarcação atacada não fazia parte do quadro de evacuação supervisionado pela OMI, que previa rotas ao norte por águas iranianas e ao sul sob coordenação de Omã e Estados Unidos.
Segundo agências de notícias, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã já havia alertado que tentativas de cruzar o estreito pelas rotas autorizadas pela OMI seriam “inaceitáveis e completamente perigosas”. Em resposta ao episódio, Kazem Gharibabadi, vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, declarou na rede X (antigo Twitter) que só é possível garantir a segurança da navegação no estreito mediante coordenação com autoridades do Irã.
Arsenio Dominguez comunicou a suspensão do plano de evacuação “até se obter maior clareza” sobre os acontecimentos recentes. O ataque ocorreu na data em que se comemorava o Dia Internacional do Marinheiro. O secretário-geral ressaltou a necessidade de retomar a evacuação dos marinheiros retidos no Golfo Pérsico “sem riscos”.





