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OMS destaca desafios na implementação de políticas para redução de danos do álcool


Da redação

A Organização Mundial da Saúde divulga nesta sexta-feira um novo relatório no qual analisa como países estão transformando políticas de álcool baseadas em evidências em ações concretas. Segundo a OMS, o consumo de álcool causa cerca de 2,6 milhões de mortes anuais e os danos poderiam ser evitados por meio da adoção de políticas públicas adequadas.

De acordo com a OMS, entre as medidas eficazes para reduzir esses danos estão políticas de preços, controle da disponibilidade e comercialização, restrições à publicidade, ações contra dirigir sob efeito de álcool e programas de aconselhamento. O principal desafio relatado pela organização é implementar e manter essas ações ao longo do tempo, diante de obstáculos e pressões da indústria.

Durante o evento virtual de lançamento do documento “Implementando o que funciona na política sobre álcool: relatório de progresso da iniciativa Safer”, Uganda, Nepal, Irlanda e Sri Lanka apresentam experiências sobre a implementação dessas políticas. Uganda destaca a integração de políticas intersetoriais e triagem nos serviços de saúde. O Nepal enfatiza o papel da sociedade civil e do judiciário na adoção da proibição nacional da publicidade de bebidas alcoólicas em 2023. Já a Irlanda aplica uma legislação considerada abrangente, enquanto o Sri Lanka adota uma plataforma nacional apoiada por estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

O relatório detalha os avanços realizados desde 2018 na execução do Plano de Ação Global sobre o Álcool 2022–2030. A participação no evento é aberta a Estados-Membros, parceiros, sociedade civil e pesquisadores, sendo vedada a inscrição de pessoas com conflitos de interesse envolvendo as indústrias do álcool, tabaco e armamentos.