Da redação
O número de mortos por ebola no leste da República Democrática do Congo chegou a 2 mil, segundo Julien Harneis, coordenador sênior da Organização das Nações Unidas para o ebola e líder da resposta pelo Comitê Interagencial Permanente. Harneis declarou em mensagens nas redes sociais que a doença está se espalhando com maior velocidade do que a capacidade de resposta das equipes de saúde.
O avanço do vírus já atinge 53 zonas de saúde em cinco províncias, de acordo com Steve Ahuka, gerente de incidentes. Os focos críticos permanecem ativos em Kivu do Norte e Haut-Uélé, sendo Ituri o principal epicentro das infecções. O balanço epidemiológico aponta mais de 4.200 casos confirmados e cerca de 820 recuperações, além de 595 pacientes em isolamento.
Mohamed Janabi, diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a África, classificou o surto como um desafio crítico de saúde pública e alertou que milhares de novos casos continuam sendo relatados, com muitos pacientes morrendo em casa por buscar socorro tardiamente. Segundo Ulisses Miranda Gomes, comandante da força de paz da ONU no país, a resposta enfrenta obstáculos como a precariedade da rede de estradas e o alto número de moradores em residências pequenas, além de sintomas iniciais semelhantes a outras doenças tropicais.
Autoridades informam que o rastreamento de contatos chegou a 83,4% do objetivo de 85%, mas reforçam a necessidade de intensificar as ações de prevenção, vigilância e envolvimento comunitário. A Organização Mundial da Saúde reiterou o apelo para que a população procure atendimento logo aos primeiros sintomas, com o objetivo de frear o avanço do surto.





