Início Celebridades PCDF desmonta rede de anabolizantes ilegais com atuação no DF e nove...

PCDF desmonta rede de anabolizantes ilegais com atuação no DF e nove estados


Da redação

A Divisão de Defesa do Consumidor da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes da Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Narciso nas primeiras horas desta quarta-feira (12), considerada a maior ação do ano contra o comércio ilegal de anabolizantes e substâncias proibidas. A investigação revelou uma rede criminosa que produzia, rotulava, divulgava e comercializava anabolizantes, medicamentos controlados, produtos veterinários e suplementos com substâncias ocultas, atuando em oito estados, além do Distrito Federal, e com ligação direta com a fabricação clandestina no Paraguai.

Segundo as autoridades, a Justiça expediu 43 mandados de prisão, entre preventivas e temporárias, e 64 mandados de busca e apreensão, além de bloqueio e sequestro de R$ 32 milhões em ativos financeiros e quebra de sigilo bancário de 58 investigados. Foram fechados mais de vinte estabelecimentos comerciais, apreendidos dez veículos de luxo e retirados do ar mais de trinta sites de venda irregular. A organização contava com nutricionistas, biomédicos, veterinários, personal trainers e influenciadores digitais.

De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Rodrigo Carbone, o núcleo do grupo criminoso utilizava a técnica conhecida como “cozimento” para fabricar artesanalmente substâncias injetáveis e orais em locais sem qualquer controle sanitário. Insumos importados da Índia, China e Paraguai eram misturados a ingredientes perigosos para aumentar o volume e maximizar ganhos, com relatos de reações alérgicas graves, infecções e abscessos entre usuários. Entre os principais investigados estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, identificado como Jiraiya; André Luiz de Amorim Junqueira, do produto “Yellow B”; Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima, responsáveis pela divulgação; Eduardo Vieira Euzébio, biomédico que atuava como intermediário; e Elisangela Pereira Acosta com Jorge Luiz Roa, fornecedores de insumos.

O esquema começou a ser desvendado a partir da Operação Béquer, após busca no apartamento de Carlos Henrique Rodrigues de Abreu, onde foram encontrados insumos, anabolizantes e dispositivos celulares. As mensagens revelaram os nomes de marcas clandestinas como AlphaLabs, Mega Burner e Libid Up e laboratórios como HydraPharmace, Skullredlab, Sypharma, Eurolabs, New Science, GC e Yellow B, todos alvos de mandados judiciais. A organização movimentava milhões, utilizava casas de apostas e empresas de fachada para lavagem de dinheiro, e promovia seus produtos através de redes sociais, omitindo os riscos dos anabolizantes.