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ONU adota Inteligência Artificial para melhorar apoio a refugiados globais


Da redação

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, está adotando ferramentas de inteligência artificial para aumentar a eficiência interna, otimizar os serviços a refugiados e implementar sistemas de alerta precoce em suas operações globais. Segundo o chefe da agência, Barham Salih, a aplicação da tecnologia visa identificar riscos de proteção mais cedo, melhorar a preparação para emergências e reforçar a tomada de decisões operacionais.

De acordo com Salih, o uso responsável da inteligência artificial, com salvaguardas robustas, pode reduzir a carga administrativa, aprimorar a análise de dados, acelerar processos decisórios e permitir que os colaboradores dediquem mais tempo ao atendimento direto e à criação de soluções inovadoras. O Acnur vem integrando o “Shape”, assistente de inteligência artificial generativa, como plataforma interna segura para consultas a bases de dados e documentação específica por país.

Além disso, o Acnur mantém uma rede de sites que oferece informações personalizadas a refugiados e solicitantes de asilo, abrangendo registro, determinação de estatuto, reinstalação, apoio jurídico, saúde, educação, moradia e assistência a vítimas de violência baseada em gênero. Conforme o departamento, está prevista a implantação de uma ferramenta de inteligência artificial que coleta dados básicos dos usuários para direcioná-los às informações mais relevantes em sua língua, reduzindo deslocamentos e otimizando o atendimento presencial a casos mais complexos.

A agência destaca, porém, a importância de resguardar informações sensíveis nos sistemas internos para evitar exposições que possam afetar a segurança dos refugiados, como dados sobre etnia, religião ou estatuto legal. O Acnur reconhece limitações estruturais da inteligência artificial, como informações geradas incorretamente e possíveis vieses, e defende a ampliação de parcerias com empresas de tecnologia, organizações de refugiados, instituições de pesquisa, entidades filantrópicas e governos.