Início Mundo ONU alerta para agravamento da fome aguda em 13 países até novembro

ONU alerta para agravamento da fome aguda em 13 países até novembro


Da redação

Agências da ONU alertaram nesta quarta-feira, em Roma, para o agravamento da insegurança alimentar severa em 13 países entre junho e novembro. Segundo relatório da FAO e do WFP, a piora da fome aguda exige mobilização internacional imediata diante da redução de 59% no financiamento humanitário emergencial.

O levantamento aponta aumento expressivo do número de pessoas em situação crítica, com a estimativa de 266 milhões impactados globalmente. A queda dos recursos disponíveis remete aos níveis dos últimos dez anos, pressionando estruturas já fragilizadas por conflitos, desastres e desafios econômicos. As agências recomendam intervenções humanitárias urgentes e ampliação das ações preventivas.

FAO e WFP destacam que o atual desafio reside na rapidez e magnitude das respostas. Segundo a FAO, investir antecipadamente em agricultura de subsistência e resiliência local é considerado o caminho mais eficaz para proteger vidas e reduzir a necessidade de assistência humanitária futura. O WFP salienta que “liberação imediata de fundos e acesso seguro” são vitais para amparar famílias forçadas a “escolher entre sobrevivência e fome”.

A Faixa de Gaza, Sudão, Sudão do Sul e Iêmen figuram entre os cenários de máxima preocupação, devido à gravidade das crises alimentares. No Sudão, mais de 19 milhões enfrentam risco elevado em Darfur e Cordofão, com previsão de 200 mil atingindo níveis extremos nos próximos meses. No Sudão do Sul, mais da metade da população está em privação alimentar crítica.

A grave situação no Iêmen afeta cerca de 18 milhões de pessoas, enquanto Nigéria e Somália também entraram no grupo de vigilância máxima. A Somália apresenta risco iminente de fome em Burhakaba, agravado por secas e colheitas históricas baixas. Já na Nigéria, a área de Borno registra desnutrição aguda crítica em parte da população.

Haiti, Afeganistão, República Democrática do Congo, Mianmar, Mali, Líbano, Madagascar e Malawi aparecem na lista, afetados por choques climáticos, pressões econômicas e confrontos. O El Niño deve agravar secas e inundações, tornando a produção agrícola ainda mais vulnerável até o final do ano nas 13 regiões mapeadas.