Da redação
O Partido Democrata venceu as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e passou a controlar o Senado e a Câmara. A vitória foi marcada pela eleição de lideranças jovens, de minorias étnicas ou religiosas e com discurso progressista. A Agência Brasil ouviu especialistas sobre a renovação da legenda.
Juliano Machado Pires, doutor em ciência política, atribuiu a imagem desgastada do Partido Democrata após a derrota para Donald Trump em 2024 à decepção com Barack Obama (2009-2017). Para parte da população, o resgate bancário de 2008, sem proteção equivalente às hipotecas, aproximou os dois partidos.
Camila Vidal, professora de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou a eleição de nomes externos à elite democrata. Entre eles estão Keisha Lance Bottoms, primeira mulher negra eleita governadora dos EUA; Deb Haaland, primeira indígena eleita governadora; e Chris Papas, primeiro senador abertamente homossexual.
No Texas, James Talarico, de 37 anos, venceu a disputa ao Senado e interrompeu quase quatro décadas de vitórias republicanas. Filho de pastor e seminarista presbiteriano, ele associa a fé à defesa da classe trabalhadora e da justiça social. Gina Hinojosa foi eleita a primeira governadora latina do Texas.
Em Michigan, Abdul El-Sayed tornou-se o primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA. Durante a campanha, criticou os gastos com ajuda militar a Israel. No dia da eleição, Donald Trump anunciou a suspensão de US$ 4 bilhões em ajuda militar ao país.




