Da redação
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apontado como favorito do presidente Lula (PT) para concorrer ao governo de Minas Gerais, deve se reunir com o petista na próxima semana para discutir sua possível candidatura e anunciar sua filiação ao União Brasil. A troca de partido, já acertada e prevista para os próximos dias, foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A mudança de sigla foi comunicada ao diretório mineiro do União Brasil. O atual presidente estadual, deputado Marcelo Freitas, deixará o partido e tende a migrar para o PL. Rodrigo de Castro, aliado de Pacheco, assumirá o comando do diretório estadual, enquanto o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, é cotado para chefiar a federação União Brasil-PP em Minas.
Com as mudanças, o partido e a federação se afastam da candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD), que assumirá o governo em abril com a renúncia de Romeu Zema (Novo) e tentará a reeleição. A filiação de Simões ao PSD forçou a saída de Pacheco do partido. Zema, por sua vez, deve disputar a Presidência da República com respaldo do vice.
Segundo aliados, Pacheco ainda avalia se concorrerá ao governo mineiro, à reeleição no Senado ou se deixará a vida política ao fim do mandato em fevereiro de 2025. O encontro com Lula busca avaliar a viabilidade da candidatura e discutir estratégias para ampliar a votação no segundo maior colégio eleitoral do país.
Em 2025, o União Brasil rompeu momentaneamente com o governo Lula, mas se reaproximou após a indicação de Gustavo Feliciano ao Ministério do Turismo. O PT ainda cogita alternativas, caso Pacheco mantenha a intenção de deixar a vida pública, mas Lula insiste em tê-lo como candidato em Minas.





