Da redação
A pesquisa mais recente da Quaest identificou uma mudança significativa entre os eleitores independentes, grupo que representa cerca de 30% do eleitorado brasileiro. Segundo Felipe Nunes, CEO da Quaest, em entrevista ao programa VEJA em Foco, o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva melhorou devido à movimentação desse segmento.
Nunes explicou que os independentes integram o maior grupo político do Brasil, diferentemente de lulistas e bolsonaristas, por não possuírem identificação ideológica forte. Por esse motivo, esses eleitores reagem com maior rapidez às mudanças econômicas e políticas do país, o que pode impactar diretamente nas pesquisas eleitorais.
A classificação utilizada pela Quaest divide o eleitorado em cinco grupos: lulistas (22%), esquerda não lulista (13%), independentes (30%), direita não bolsonarista (22%) e bolsonaristas (13%). Essa segmentação é baseada na forma como os entrevistados se identificam politicamente, de acordo com o CEO da consultoria.
Segundo Nunes, os independentes são mais pragmáticos, voláteis e indecisos por não manterem vínculos permanentes com candidatos ou correntes políticas. “O eleitor independente é um eleitor volátil, é um eleitor indeciso. Ele é um eleitor pragmático, não ideológico”, afirmou Nunes, destacando a maior sensibilidade desse grupo frente a acontecimentos do noticiário e mudanças econômicas.
Nos últimos meses, os independentes oscilaram sua preferência entre Lula e Flávio Bolsonaro, retornando recentemente a uma melhor avaliação do atual presidente. Nunes atribuiu esse movimento tanto a episódios que causaram desgaste à imagem de Flávio Bolsonaro quanto a programas econômicos do governo, como ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e renegociação de dívidas.
O CEO da Quaest observou que os eleitores mais fiéis a Lula ou Bolsonaro raramente mudam de posição, agindo como “torcedores de futebol”, enquanto os independentes decidem de acordo com resultados concretos e fatos recentes. Nunes ressaltou que a volatilidade desse segmento pode ser decisiva para o cenário eleitoral de 2026, tornando o comportamento desse grupo central para análises e projeções futuras.





