Da redação
Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Nanyang, em Singapura, desenvolveram baratas ciborgues equipadas com um traje que lhes permite sobreviver por até três horas submersas, em profundidades de até 50 centímetros, sem oxigênio. O objetivo é utilizar esses insetos em operações de busca e resgate em áreas de desastres e, futuramente, na exploração espacial.
Segundo Hirotaka Sato, professor responsável pelo projeto, a equipe já havia demonstrado em 2021 que a barata-de-Madagascar podia ser controlada remotamente por meio de eletrodos inseridos em seus órgãos sensoriais. Posteriormente, os pesquisadores conseguiram coordenar os movimentos de vários insetos ao mesmo tempo, potencializando o uso em missões coletivas para localizar sobreviventes em locais de difícil acesso.
A tecnologia utiliza um traje de resina desenvolvido e impresso em 3D para isolar os espiráculos, órgãos respiratórios do tórax da barata, tornando possível o deslocamento subaquático. Para garantir o fornecimento de oxigênio, o traje armazena peróxido de hidrogênio e dióxido de manganês, que reagem liberando oxigênio absorvido pelo inseto durante a missão.
De acordo com Alan Winfield, pesquisador da Universidade do Oeste da Inglaterra, as baratas são escolhidas por sua autonomia e capacidade de encontrar alimento, superando robôs no tempo de operação. O próximo passo do grupo liderado por Sato é testar o traje em condições extremas, visando adaptar a tecnologia para possíveis usos na exploração de superfícies planetárias, como Marte.




