Da redação
A Câmara dos Deputados elegeu nesta terça-feira (14) o deputado Odair Cunha (PT-MG) como indicado do Legislativo para a vaga de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). Cunha recebeu 303 votos, superando Elmar Nascimento (União Brasil-BA), que obteve 96, Danilo Forte (PP-CE), com 27, Hugo Leal (PSD-RJ), com 20, e Gilson Daniel (Podemos-ES), com 6. O nome de Cunha ainda será submetido ao Senado.
A candidatura de Cunha reuniu apoio de partidos da base do governo, como PT, PC do B, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede, além de parte do centrão, incluindo Republicanos, MDB e parte do PP. O apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), integrou o acordo que sustentou a candidatura. Em discurso, Cunha afirmou que pretende aproximar o Parlamento do TCU e defendeu as emendas parlamentares como “solução” e “instrumento legítimo da política”.
A eleição foi marcada pela desistência da deputada Soraya Santos (PL-RJ), que deixou a disputa “em nome de um projeto maior”, após acordo para que futuras vagas do STJ e do TCU sejam ocupadas por mulheres. O PL passou a apoiar Elmar Nascimento após a renúncia. Soraya declarou que “quer ver Flávio eleito”, em referência ao senador Flávio Bolsonaro, que não compareceu à sessão.
Odair Cunha está em seu sexto mandato como deputado federal por Minas Gerais e foi secretário de Estado de Governo durante a gestão de Fernando Pimentel (PT). Ele foi citado em delações da Lava Jato e investigado no STF, mas nega as acusações. O processo foi remetido à primeira instância em 2019.
A eleição acontece após a aposentadoria de Aroldo Cedraz, indicado ao TCU em 2006 pelo Congresso. O TCU é responsável pelo controle externo das contas públicas, fiscalizando a legalidade e legitimidade dos gastos do governo federal.






