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PF mira banco ligado a Edir Macedo e bloqueia mais de R$ 670 milhões

Por Alex Blau Blau

Investigação aponta suspeitas de irregularidades contábeis e possível ocultação da real situação financeira da instituição

Uma operação da Polícia Federal realizada na manhã desta terça-feira (23/06) colocou no centro das investigações o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo líder religioso Edir Macedo. A ação foi autorizada pela Justiça Federal e mobilizou dezenas de agentes para o cumprimento de mandados de busca e apreensão em diferentes endereços.

Além das diligências, a decisão judicial determinou o bloqueio de bens e valores que podem alcançar R$ 670,3 milhões. Também foram autorizadas medidas para acesso a informações bancárias e fiscais dos investigados, ampliando o alcance da apuração.

As investigações tiveram origem em análises técnicas que identificaram possíveis inconsistências na condução financeira da instituição. Entre as suspeitas examinadas estão mecanismos que teriam sido utilizados para melhorar artificialmente os resultados apresentados pelo banco, criando uma aparência de solidez superior à situação real.

De acordo com os elementos reunidos até o momento, há indícios de que registros contábeis e receitas possam ter sido manipulados para elevar o valor de ativos e reduzir a percepção de riscos financeiros. Os fatos investigados envolvem movimentações de grande porte, que alcançam centenas de milhões de reais.

Outro ponto que chama a atenção dos investigadores é a suspeita de utilização de recursos da instituição financeira em benefício da empresa controladora. Também são analisadas possíveis alterações em informações encaminhadas aos sistemas oficiais responsáveis pela fiscalização do setor bancário.

Caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo das investigações, os envolvidos poderão responder por crimes relacionados ao sistema financeiro nacional. Entre eles estão gestão fraudulenta, apresentação de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações vedadas pela legislação.

A operação representa mais um capítulo das ações de fiscalização voltadas ao mercado financeiro e busca esclarecer se houve práticas capazes de comprometer a transparência e a segurança das atividades da instituição investigada.