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Planalto se divide sobre riscos políticos do envolvimento de Jaques Wagner no caso Master


Da redação

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do banco Master tende a perder força com o esvaziamento do Congresso nas próximas semanas, por conta das festas juninas, conforme apurado nesta terça-feira, em Brasília.

Apesar dessa expectativa, integrantes do Palácio do Planalto relatam preocupação de que o caso ainda prejudique a imagem do governo. Segundo eles, existe o receio de que Wagner “sangre” e isso contamine a percepção do eleitorado, impactando negativamente a avaliação do presidente antes das eleições de outubro.

O temor é reforçado pelo andamento da investigação conduzida pela Polícia Federal sobre Jaques Wagner, que mantém forte ligação política com Lula. Auxiliares do presidente disseram que o principal risco é de a apuração ser suficiente para abalar a credibilidade do governo e influenciar o cenário eleitoral.

No Planalto, há divergências sobre como proceder diante da crise. Um grupo defende uma resposta rápida, sugerindo que Jaques Wagner peça afastamento da função de líder do governo para priorizar sua defesa. Outro setor considera que ele deve ser publicamente defendido e que sua saída imediata poderia fragilizá-lo politicamente.

A demora em substituí-lo é vista por alguns como um possível sinal de conivência do presidente com eventuais ilegalidades, de acordo com esses auxiliares. Por outro lado, outros membros do governo ponderam que uma decisão precipitada pode ser prejudicial ao partido e ao próprio Wagner.

Jaques Wagner é senador pelo PT da Bahia e lidera o governo no Senado Federal. O escândalo envolvendo o banco Master levou a Polícia Federal a abrir investigação sobre seu possível envolvimento em irregularidades, mas até o momento não houve conclusão ou decisão judicial sobre o caso.