Da redação
Uma mulher registrou boletim de ocorrência após relatar que sua filha de 4 anos teria sido vítima de estupro na sede social da Sociedade Esportiva Palmeiras, no bairro da Pompeia, zona oeste de São Paulo, na tarde de ontem. O caso ocorreu dentro de um banheiro masculino do clube, segundo o depoimento prestado.
A mãe informou que a criança desapareceu por volta das 16h30 e retornou momentos depois, relatando que era um “segredo”. Conforme seu depoimento, a menina contou que um homem identificado como “vovô” a chamou com promessa de pipoca e, à noite, relatou à família que ele teria colocado o dedo em sua região genital.
Após o relato, a mãe levou a criança para atendimento médico no clube, onde um profissional do Palmeiras identificou secreção na região íntima. O clube informou que o suspeito foi identificado, as imagens do circuito interno coletadas e entregues à Justiça, e que o associado suspeito foi suspenso imediatamente.
A Secretaria de Segurança Pública afirmou que as diligências continuam e que o suposto autor ainda não foi localizado. Policiais que atuaram no caso relataram que houve recusa do Palmeiras em ajudar na identificação, o que foi negado pelo clube, que declarou ter oferecido suporte à vítima e colaborado integralmente com as investigações.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher. A menina e a mãe foram encaminhadas ao Hospital da Mulher, onde exames foram solicitados para a apuração. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa acompanha as investigações, enquanto a polícia segue em busca do suspeito.
O Palmeiras afirmou em nota que repudia qualquer forma de violência ou abuso e destacou que, caso se comprove autoria ou participação, o associado será expulso. Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, delegacias, Conselho Tutelar ou Polícia Militar, e a lei prevê punições para omissões.





