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Policial militar condenado a 30 anos por matar dois jovens na Pavuna, Rio


Da redação

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o policial militar Carlos Fernando Dias Chaves a 30 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelas mortes de Jorge Lucas de Jesus Martins Paes, 17, e Thiago Guimarães Dingo, 24, na Pavuna, zona norte da capital. O caso ocorreu durante uma abordagem policial, após o então sargento confundir um macaco hidráulico carregado por Jorge Lucas com um fuzil. Cabe recurso da decisão.

Segundo a Defensoria Pública, os jurados reconheceram que houve dolo direto e impossibilidade de defesa das vítimas, que foram atingidas pelas costas. A sentença, assinada pela juíza Lúcia Glioche, também determinou a perda do cargo público de Chaves. No julgamento de cerca de 15 horas pelo 4º Tribunal do Júri da Capital, ele recebeu 14 anos de reclusão pela morte de Jorge Lucas e 16 anos pela de Thiago.

A defesa informou que recorrerá da decisão e alegou cerceamento de defesa pelo desaparecimento do macaco hidráulico apreendido pela Polícia Civil, que não pôde ser apresentado aos jurados. Os advogados também citaram que uma fotografia ampliada do objeto teve sua exibição indeferida pela magistrada, argumento que será apresentado para pedir a anulação do julgamento.

Na época do crime, Jorge Lucas estava na garupa da moto conduzida por Thiago. Segundo a versão de Chaves, ele acreditou que o objeto era um fuzil e disparou, atingindo os dois jovens, que morreram no local. Após o ocorrido, o policial se apresentou à Delegacia de Homicídios. Chaves já estava preso provisoriamente por outro processo relacionado a uma acusação de associação criminosa, sem condenação nesse caso.