Da redação
Os preços de combustíveis, minerais e café apresentaram queda e contribuíram para que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrasse deflação de 0,5%. O movimento resulta em preços médios mais baixos, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV.
A deflação de junho é a primeira desde fevereiro. Em 12 meses, o IGP-M acumula alta de 3,16%, enquanto no primeiro semestre do ano registra avanço de 3,27%. O resultado de junho ficou abaixo da projeção de 0,03% estimada pelo Relatório Focus do Banco Central, que prevê aumento acumulado de 6,15% em 12 meses até o fim do ano.
Segundo Matheus Dias, economista da FGV, as cotações de commodities energéticas e minerais voltaram a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio. O cenário agrícola mantém boas safras, o que resultou em aumento de oferta e redução dos preços de produtos como cana-de-açúcar e café em grão. Dias afirmou que “parte dessa redução nos preços ao produtor tem sido repassada aos preços ao consumidor, com destaque para as quedas em gasolina, etanol e café em pó”.
O IGP-M reúne três componentes: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60%, apresentou deflação de 0,97%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30%, subiu 0,47%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde por 10%, teve alta de 0,85%. Entre os produtos que mais contribuíram para a deflação estão minério de ferro, café em grão, óleo diesel, gasolina e etanol.
O IGP-M é utilizado como referência para o reajuste anual de contratos de aluguel e para correção de tarifas públicas, como energia e telefonia. A coleta de preços pela FGV ocorre em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, abrangendo o período de 21 de maio a 20 de junho.



