Da redação do Conectado ao Poder
A defesa do general tentou revogar a prisão, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do general Walter Souza Braga Netto, negando um pedido da defesa do militar. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira, 22 de maio, e ocorre no contexto da investigação sobre supostos crimes relacionados a um plano golpista que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Braga Netto, que já foi ministro da Defesa e teve um papel destacado no governo Bolsonaro, está preso desde dezembro de 2022. A defesa do general solicitou a revogação da prisão ou a substituição por medidas alternativas, mas Moraes reafirmou que os requisitos legais para a manutenção da custódia ainda se aplicam ao caso.
O ministro argumentou que a existência de provas e indícios suficientes de autoria mantém a necessidade de prisão, evidenciada por fatos que não mudaram desde a primeira decisão. Na análise realizada, Moraes ressaltou que a liberdade do general poderia comprometer a efetividade da instrução criminal, considerando o risco de obstrução da investigação.
Além de Braga Netto, outras 32 pessoas foram denunciadas no mesmo inquérito, que investiga ações que incluem tentativa de interferência na delação de colaboradores. As acusações contra o general incluem tentativa de golpe de Estado e formação de organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão.
A decisão atual reforça a posição do STF em relação a delitos que ferem a ordem democrática e ressalta a responsabilidade dos indivíduos em cargos de poder diante das ações que põem em risco a estabilidade do país.






