Início Política Professores de Belo Horizonte mantêm greve apesar de altos salários municipais

Professores de Belo Horizonte mantêm greve apesar de altos salários municipais

- Publicidade -


Da redação

A greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte ultrapassa vinte dias, mesmo com a cidade figurando entre as que melhor remuneram o magistério no Brasil. A paralisação, iniciada em maio, ocorre nas escolas públicas da capital mineira devido a reivindicações da categoria sobre questões além da remuneração.

Segundo dados oficiais, um professor que cumpre a jornada de 45 horas semanais recebe em média R$ 13,6 mil mensais. Esse valor representa um acréscimo de 166% em relação ao piso nacional do magistério estabelecido para 2026, que é de R$ 5.130 para 40 horas de trabalho por semana.

Docentes com carga horária de 22,5 horas têm média salarial de R$ 6,5 mil, superando a referência nacional para jornada integral. Além dos salários, a prefeitura concede benefícios, como vale-refeição diário de R$ 60 para jornadas completas e auxílio-alimentação proporcional para jornadas reduzidas, conforme informações oficiais.

Ainda assim, a mobilização dos professores mantém pressão sobre a administração municipal. Representantes da categoria afirmam que as demandas vão além de ajustes salariais e incluem melhores condições de trabalho, revisão do plano de carreira e a garantia de reajustes futuros.

Durante as manifestações, educadores ressaltam que a pauta envolve aspectos estruturais da carreira e não se limita ao valor do salário atual. A greve ocorre em um contexto de eleições gerais, o que amplia a visibilidade dada às reivindicações dos profissionais da educação de Belo Horizonte.

Atualmente, a capital mineira permanece entre as cidades brasileiras com maior remuneração para professores da rede municipal. Apesar disso, a crise entre prefeitura e profissionais segue sem solução definitiva após mais de vinte dias de paralisação e protestos.