Da redação
Mais de 17 mil operações utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foram contabilizadas para pagamento de dívidas pelo programa Desenrola 2.0, segundo informações do Ministério do Trabalho divulgadas nesta semana. Cada saque para quitação com instituições financeiras alcançou, em média, R$ 604,73.
O Desenrola 2.0, em sua segunda fase, disponibilizou reserva de R$ 10,3 milhões destinada a auxiliar trabalhadores na regularização de dívidas. O programa permite negociações com descontos e condições de juros reduzidos, facilitando acordos para aqueles em situação de inadimplência junto a bancos e outras instituições.
Entre as modalidades de saque, destaca-se o saque-aniversário. Segundo o Ministério do Trabalho, esse recurso permitiu que 14,6 milhões de pessoas que tiveram contratos encerrados ou suspensos entre 2020 e 2025 tivessem acesso à liberação de valores que estavam bloqueados.
Ao todo, foram liberados R$ 16,7 bilhões até o momento para atender beneficiários nesta situação. Destes, R$ 14,9 bilhões já foram efetivamente pagos aos trabalhadores enquadrados nas condições previstas pelo governo para a utilização do FGTS.
Também foram registrados saques extraordinários entre 2023 e 2024. O balanço do Ministério do Trabalho mostra que, até agora, foram utilizados R$ 34,7 bilhões em saques desse tipo, autorizados pelo governo federal em ocasiões pontuais.
Esses saques extraordinários são liberados em situações excepcionais, a exemplo de crises econômicas, pandemias ou emergências, ou ainda para estimular o consumo e ampliar a circulação de recursos na economia nacional, conforme explicou o Ministério do Trabalho em nota.





