Da redação
As operações de busca e resgate seguem em andamento na Venezuela. Milhares de pessoas buscam abrigo após perderem suas casas devido aos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5. As autoridades venezuelanas informaram 1.719 mortes, pelo menos 5.034 feridos e 15.866 afetados ou deslocados.
Segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), o estado de La Guaira registrou escassez generalizada de alimentos e colapso dos serviços básicos, além de conectividade comprometida. A porta-voz Carlotta Wolf citou crescente tensão nas comunidades e alertou para abrigos improvisados fora dos padrões mínimos de proteção, com presença de crianças desacompanhadas.
O sistema de saúde enfrenta forte pressão, conforme o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Christian Lindmeier. Das 21 unidades avaliadas em Caracas, La Guaira, Miranda e Falcón, três estão em estado crítico, seis com danos estruturais e as demais operam sob superlotação e falta de recursos. Há falhas nos registros de vítimas, lacunas críticas de atendimento e risco de surtos de doenças preveníveis por vacinação, como sarampo e febre amarela.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários mobilizou equipes de busca de 27 países e mais de 40 grupos de resgate. O Programa Mundial de Alimentos possui mais de 3.000 toneladas de comida estocadas e o Unicef deslocou recursos para atender cerca de 650 mil pessoas, incluindo 234 mil crianças, além de equipes da Organização Internacional para as Migrações se prepararem para distribuição de suprimentos.



