Da redação
Rafael Milas, pré-candidato ao governo de Mato Grosso pelo partido Missão, esteve em Rondonópolis nesta sexta-feira visitando veículos de imprensa e participará de um evento do partido neste sábado, no GrandBeer, às 19h30. Milas, que está em pré-campanha, critica a postura dos concorrentes e defende novo modelo de gestão para o estado.
Segundo Milas, atual presidente estadual do Missão, sigla criada há sete meses e ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), a indicação de sua pré-candidatura ocorreu após um pedido do pré-candidato presidencial Renan Santos, que considera Mato Grosso fundamental para o desenvolvimento do país. Milas integra o MBL desde 2016.
O publicitário afirma que se sente frustrado com o cenário político estadual. Ele defende que Mato Grosso precisa de representantes com ideias inovadoras e critica o foco dos pré-candidatos rivais em buscar proximidade com figuras políticas nacionais. “A pauta deles é ficar discutindo e provando quem é mais bolsonarista. Quem é o mais amado por Bolsonaro”, disse Milas.
Para o pré-candidato, o debate deveria priorizar assuntos como desenvolvimento econômico, infraestrutura, tecnologia e políticas de industrialização. Segundo Milas, “o bolsonarismo não é direita”. Ele afirma que muitos políticos estaduais, ao se declararem conservadores, repetem ideias ultrapassadas. “São nacionalistas com ideias ‘mofadas’ que enxergam o Brasil da década de 70”, declarou.
Milas propõe discutir investimento em tecnologia, como um GPS próprio para o agronegócio em Mato Grosso, e atrair montadoras chinesas para o estado. “Se a China quer a produção, tem que investir aqui. Traz uma montadora de veículos. Se querem terras raras, que invistam em infraestrutura, em tecnologia aqui”, sugeriu.
O pré-candidato também questiona os altos salários de autoridades locais, citando o prefeito de Rondonópolis. Para Milas, essa situação cria desigualdade entre produtores ricos e a população mais pobre. “Não é uma caça às bruxas, mas é preciso debater sobre esse privilégio”, concluiu.





