Da redação
O Ministério Público de São Paulo recorreu nesta segunda-feira (2) para elevar de 17 para ao menos 24 anos a pena de Fernando Sastre de Andrade Filho pela morte de Ornaldo da Silva Viana, em batida de Porsche contra Sandero em 31 de março de 2024, na zona leste de São Paulo.
Viana era motorista de aplicativo. Os promotores Lucas de Mello Schaefer e Rodolfo Morais atuaram no júri a partir da denúncia da promotora Monique Ratton. Eles pedem aumento pela gravidade dos crimes, pelo histórico de condutas temerárias no trânsito, pelas consequências às vítimas e pela resposta penal que consideram insuficiente.
Os promotores apontam omissões na avaliação da culpabilidade, dos motivos e das circunstâncias do crime e citam outro acidente. “Esse histórico recente demonstra que a sanção administrativa de trânsito foi absolutamente incapaz de conter seu padrão de comportamento hostil à segurança viária e à vida humana”, afirmam Schaefer e Morais.
A apelação diz que Sastre voltou a dirigir temerariamente menos de um mês após cumprir suspensão por corrida em via pública. Sustenta que ele saiu alegando que iria ao hospital, impedindo o bafômetro e o exame de sangue imediatos. Os promotores chamam a saída de “ardil calculado e bem-sucedido”.
Viana deixou uma filha adolescente órfã e em desamparo material. O passageiro sobrevivente teve o baço retirado e ficou com problemas respiratórios e ortopédicos permanentes, dores crônicas e necessidade de tratamento médico e psicológico. A juíza Melanie Liesenberg inabilitou Sastre para dirigir. Não há prazo para julgar o recurso.




