Da redação
O candidato à Presidência Renan Santos afirmou que a operação da Polícia Federal, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União, pode favorecer politicamente Flávio Bolsonaro (PL), também candidato e senador. A investigação apura suposto desvio de recursos de emendas parlamentares destinados ao documentário Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
Renan Santos declarou que o impacto político da investigação tende a ser reduzido, justificando que o eleitorado não estaria dando relevância às denúncias de corrupção. “Tem (impacto) Flávio crescer. Imagino que sim, ele vai crescer por estar aparecendo mais. Está bem claro que o eleitor não liga para a corrupção. Então, o impacto que você tem nessas coisas é diminuto”, afirmou. Sobre a crise do Supremo Tribunal Federal, comentou: “Ninguém está dando a mínima para a crise do STF”.
Um dos principais alvos da Operação Make Up é o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo e roteirista do documentário, além de ser aliado de Flávio Bolsonaro. Conforme a Polícia Federal, Frias teve o celular e sete armas apreendidos e é investigado por suposto envolvimento no repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares. São investigados ainda Karina Ferreira da Gama, empresária e dona da produtora responsável pelo filme, e Marcello de Oliveira Lopes, ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro.
No total, os agentes cumpriram 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, após pedidos de parlamentares que alegaram falta de transparência e possível desvio de finalidade nos repasses das emendas parlamentares para organizações da sociedade civil envolvidas na produção do filme.





