Início Mundo Roberto Sánchez diz que buscará relações respeitosas entre Peru e Estados Unidos

Roberto Sánchez diz que buscará relações respeitosas entre Peru e Estados Unidos


Da redação

O candidato de esquerda à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, afirmou nesta sexta-feira, 5, que buscará manter relações “respeitosas” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração ocorre no contexto da crescente influência chinesa, principal parceira comercial do Peru, em meio ao segundo turno das eleições presidenciais.

Sánchez, congressista e ex-ministro de 57 anos, disputará o segundo turno presidencial contra Keiko Fujimori, candidata da direita. O pleito ocorre em um momento marcado pelo aumento da criminalidade e pela instabilidade política no país. Ele destacou que o Peru possui relações históricas com os Estados Unidos, o que reforça a prioridade de seu governo por uma diplomacia de “boa vizinhança”.

Trump manifestou apoio a candidatos conservadores em outros países latino-americanos, mas não fez declarações sobre o cenário eleitoral no Peru. Nos últimos dias, Sánchez ressaltou repetidamente a necessidade de consenso e estabilidade, distanciando-se de discursos que indicam mudanças radicais e que, segundo ele, preocupam setores conservadores do eleitorado.

O candidato do partido Juntos pelo Peru também garantiu que pretende manter a continuidade da política econômica, assegurando respeito à independência do banco central e às normas macroeconômicas em vigor. “Nosso olhar internacionalista e de economia aberta se sustenta, temos dito, no respeito e no reconhecimento e na reafirmação das políticas que o Peru segue há décadas”, declarou.

Sánchez destacou as oportunidades de investimento para empresas americanas, mencionando tanto o porto de Chancay, com capital chinês, quanto o projeto do terminal portuário de Corio, que segundo ele poderia atrair recursos dos Estados Unidos. “Não vamos colocar ‘poréns’, mas temos que exigir soberania, sempre”, ponderou o candidato.

Desde 2016, o Peru registrou oito presidentes. Quatro foram destituídos pelo Congresso, dois renunciaram antes de uma possível remoção, um cumpriu mandato de oito meses e o atual interino deixará o cargo em breve. Sánchez defendeu a revisão dos mecanismos de destituição presidencial para restaurar a estabilidade institucional no país.