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Rotas de migração para Europa incluem Guiné-Bissau, alerta agência da ONU


Da redação

A Organização Internacional para Migrações, agência ligada às Nações Unidas, informou que rotas migratórias da África para a Europa se tornaram mais perigosas após mudanças recentes, incorporando a Guiné-Bissau como novo ponto de trânsito no tráfico de pessoas, devido ao aumento das fiscalizações na costa noroeste africana.

Segundo a OIM, bloqueios em países como Marrocos, Mauritânia e Senegal não reduziram tentativas de migração, mas deslocaram o fluxo para regiões mais ao sul, incluindo Gâmbia, Guiné-Conacri e Guiné-Bissau. As pressões socioeconômicas e de segurança que impulsionam o deslocamento permanecem intensas, conforme a agência.

A alteração das rotas aumentou em 650 quilômetros o percurso pelo Atlântico, que agora soma 2.200 quilômetros, resultando em viagens mais longas e perigosas. Migrantes partem de áreas isoladas em embarcações precárias, ficando expostos por períodos prolongados a riscos como naufrágios, desidratação e desaparecimentos.

Para Amy Pope, diretora-geral da OIM, a redução das chegadas registradas em algumas praias “não reflete o fim da urgência migratória, mas sim a sua invisibilização e o deslocamento da tragédia”. A OIM defende que somente a cooperação transfronteiriça integrada, com proteção aos direitos humanos e fortalecimento das comunidades locais, pode oferecer resposta sustentável ao problema.