Por Alex Blau Blau
Avanço da PEC da Segurança Pública amplia discussão sobre integração policial e experiências conduzidas por Sandro Avelar na capital
A discussão sobre a PEC da Segurança Pública abre espaço para avaliar experiências locais que possam contribuir para uma política nacional mais eficiente. Nesse cenário, o Distrito Federal reúne iniciativas de integração policial, tecnologia e proteção às mulheres que merecem atenção do governo que assumirá em janeiro de 2027.
A PEC 18/2025 teve sua análise concluída na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 14 de outubro e seguiu para o plenário. A proposta prevê inserir o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição, fortalecer a cooperação federativa e ampliar instrumentos de combate às organizações criminosas, incluindo operações conjuntas e compartilhamento de informações.
O debate ocorre paralelamente à possibilidade de criação de um Ministério da Segurança Pública separado da Justiça, iniciativa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem associado à aprovação da proposta. A eventual instalação da pasta exigirá capacidade de coordenação com os governos estaduais e distrital.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o DF alcançou a menor taxa de homicídios em 48 anos e figura entre as unidades da Federação com menores índices de violência letal. A instituição relaciona esse desempenho à integração das forças, à inteligência e às ações preventivas.
Parte dessa trajetória passa pelo delegado da Polícia Federal Sandro Avelar, ex-secretário de Segurança Pública do DF. Durante sua gestão, foram desenvolvidas iniciativas de modernização e cooperação entre instituições, com participação das equipes técnicas e dos profissionais das forças de segurança.
Entre as principais entregas está o DF 360, desenvolvido por servidores da secretaria e implantado durante sua administração. A plataforma integra imagens e informações para apoiar a prevenção e as investigações. Em fevereiro de 2026, Avelar assinou a regulamentação para incorporar câmeras de terceiros ao sistema, ampliando a colaboração com instituições e particulares.
O projeto reúne recursos como reconhecimento facial, leitura automática de placas e monitoramento por aeronaves remotamente pilotadas. A proposta é melhorar o aproveitamento das informações e dar maior rapidez à resposta policial.
Outra iniciativa foi a ampliação do Viva Flor nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. Criado em 2017, o programa oferece um dispositivo de emergência para facilitar o acionamento policial por mulheres ameaçadas. A expansão durante a gestão de Avelar buscou antecipar o acesso à proteção.
Esses resultados integram o cenário administrativo em que Celina Leão disputa a continuidade no governo. Pesquisa RealTime Big Data divulgada em 14 de outubro apontou a governadora com 53% das intenções de voto totais e 60% dos votos válidos, contra 40% de Leandro Grass nesse último recorte. Foram entrevistados 1.600 eleitores entre 9 e 13 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro DF-01170/2026. Os percentuais medem intenção de voto, sem estabelecer o peso específico da segurança nessa preferência.
Caso o Ministério da Segurança Pública seja criado, a experiência distrital poderá oferecer referências para sua atuação. Nesse contexto, a trajetória policial e administrativa de Avelar reúne credenciais pertinentes ao debate sobre o comando da pasta. Essa avaliação decorre de seu histórico profissional, sem indicação formal ao cargo identificada nas fontes consultadas.




