Início Política Sidônio Palmeira pode deixar Secom em julho para coordenar campanha de Lula

Sidônio Palmeira pode deixar Secom em julho para coordenar campanha de Lula


Da redação

Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), pode pedir exoneração do cargo em julho, em Brasília, para se dedicar integralmente à coordenação da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, não há decisão final sobre a saída, que é tratada como provável na Esplanada dos Ministérios.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, interlocutores avaliam que a permanência de Sidônio na equipe de coordenação da campanha de Lula é vista como fundamental, especialmente diante da possibilidade de enfrentar o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, nas eleições. Esse cenário ganhou força devido aos recentes sinais de apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Flávio Bolsonaro.

As discussões sobre a permanência ou saída do ministro seguem sem um desfecho definitivo. Segundo interlocutores do governo, a expectativa é de que Sidônio permaneça no cargo ao menos até junho ou julho deste ano. O assunto tem sido tema de debate interno, com trocas frequentes de avaliação sobre os rumos a serem tomados.

Ainda conforme apurado, caso a exoneração de Sidônio se concretize, a tendência apontada é que o atual secretário-executivo da Secom, Tiago Cesar dos Santos, seja escolhido para assumir o comando da pasta. Fontes ligadas ao ministério indicam que o nome de Tiago já circula nos bastidores como principal opção para suceder Sidônio.

A indefinição também se deve às constantes mudanças de estratégia dentro do governo federal, marcadas por idas e vindas nas discussões sobre a composição da equipe responsável pela comunicação institucional e pela campanha presidencial. Até o momento, nenhuma decisão foi oficialmente comunicada pelo Planalto.

Sidônio Palmeira ocupa atualmente um dos principais cargos da articulação política e da comunicação do governo federal. Em dezembro de 2025, a avaliação no Palácio do Planalto era de que ele deveria permanecer na função até pelo menos o meio de 2026, mas a possibilidade de antecipar sua saída permanece em análise.