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STF dá 60 dias para big techs adotarem regras sobre conteúdo de usuários


Da redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, nesta quinta-feira, 11 de maio, um prazo de 60 dias para que as principais empresas de tecnologia adotem as medidas determinadas pela Corte envolvendo a ampliação da responsabilização das plataformas sobre conteúdos publicados por usuários nas redes sociais. A decisão foi tomada em sessão no STF.

O julgamento analisou recursos protocolares apresentados por companhias do setor, conhecidas como big techs, que solicitaram tempo adicional para se adequarem às novas exigências. O pedido ocorreu em função das mudanças impostas, que tratam da responsabilização maior das plataformas diante de conteúdos considerados indevidos ou irregulares.

Os ministros do STF decidiram que as empresas terão dois meses para implementar os ajustes necessários. Segundo o entendimento firmado, é fundamental garantir que as plataformas possam adaptar seus sistemas e procedimentos internos às determinações judiciais, sem prejudicar o funcionamento dos serviços oferecidos aos usuários.

Durante a sessão, integrantes do Supremo reforçaram a importância do novo prazo para assegurar o cumprimento efetivo das decisões, ao mesmo tempo em que apontaram para a necessidade de evitar impactos negativos para o ambiente digital brasileiro. O tema tem sido alvo de discussões envolvendo liberdade de expressão e o papel das empresas no combate à desinformação.

Conforme o despacho divulgado nesta quinta-feira, as plataformas de redes sociais terão de promover adequações técnicas e operacionais dentro do prazo estipulado, sob pena de sanções em caso de descumprimento. As exigências abrangem especialmente mecanismos de controle e moderação de conteúdo, alinhados às determinações judiciais.

O debate em torno da responsabilidade das big techs por publicações de terceiros ganhou relevância em diversos países nos últimos anos, refletindo desafios impostos pelo avanço das redes sociais e pelo aumento de informações compartilhadas online. O assunto segue em análise por órgãos regulatórios e pelo Judiciário.