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Suprema Corte da Virgínia anula mapa eleitoral que favoreceria democratas no estado

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Da redação

A Suprema Corte da Virgínia revogou nesta sexta-feira, 8 de junho, um plano de redistribuição de distritos eleitorais aprovado pelos eleitores do estado. A decisão ocorre poucos meses antes das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, impactando diretamente a configuração da Câmara dos Representantes.

O mapa eleitoral, impulsionado pelos democratas, previa elevar suas cadeiras na Câmara de 6 para 10, de um total de 11 assentos. A proposta havia sido aprovada por referendo em 21 de abril, mas sua implementação ficou comprometida com a decisão do judiciário estadual.

Segundo a Suprema Corte da Virgínia, o processo não atendeu às exigências da Constituição estadual, tornando o referendo “nulo e sem efeito”. Assim, os distritos atuais permanecem em vigor, intensificando a disputa partidária entre democratas e republicanos por vantagem nas eleições deste ano.

O ex-presidente Donald Trump comemorou o veredito, classificando-o como “enorme vitória” para seu partido e para os Estados Unidos, em publicação na Truth Social. Já Hakeem Jeffries, presidente da Câmara dos Representantes, afirmou que a decisão foi “sem precedentes e antidemocrática”, ressaltando: “Nossa luta não terminou. Estamos apenas começando”.

A redistribuição de distritos nos Estados Unidos costuma ocorrer após o censo nacional, realizado a cada década. Recentemente, Trump estimulou estados sob controle republicano a redesenhar seus mapas eleitorais, buscando ampliar o domínio republicano no Legislativo.

A decisão da Suprema Corte da Virgínia pode ser alvo de novos recursos, inclusive na Suprema Corte dos Estados Unidos. Em abril, essa corte anulou o mapa eleitoral da Luisiana, entendendo que a Lei do Direito ao Voto de 1965 não exigia a criação de um segundo distrito de maioria afro-americana.